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Liberdade: O verdadeiro sentido da Páscoa

Estamos nos aproximando de uma das principais datas comemorativas do calendário cristão, a Páscoa. Originalmente, umas das sete festas judaicas encontradas nas Sagradas Escrituras. Atualmente, sob a égide do capitalismo pós-modernista, a Páscoa tornou-se meramente uma oportunidade comercial; foi reduzida ao sabor do chocolate, ao formato do ovo, ao peso da insignificância. Triste realidade! Tão triste quanto constatar que até mesmo os cristãos ignoram seu real e verdadeiro propósito.

 

A páscoa tem suas origens na libertação do povo judeu que permanecera cerca de 430 anos como escravos no Egito. Por intervenção divina, dez pragas foram enviadas aos domínios de Faraó para induzí-lo a libertar o povo que Deus havia chamado para si. Ao anunciar a décima praga, Deus orientou a Moisés que todas as famílias dos hebreus estivessem reunidas, cada uma em sua própria casa, e que tomassem um cordeiro para cada família, sacrificassem-no e, com o seu sangue, marcassem as laterais e a parte superior da porta de suas casas. Em seguida, deveriam celebrar uma festa pela libertação, comendo o cordeiro, acompanhado de pães sem fermento e ervas amargosas. A recomendação divina requeria que comessem rapidamente, e que estivessem prontos para uma iminente partida dali.

 

O termo “Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, que significa ressurreição, vida nova. Logo, a páscoa foi estabelecida pelo próprio Deus em celebração à libertação do cativeiro, ao início de uma nova vida que teriam após tanto tempo de escravidão. No entanto, Deus havia arquitetado um sentido ainda mais profundo para a Páscoa. Ela não representaria unicamente a libertação física da escravidão, mas também a espiritual.

 

Muito embora o povo de Israel houvesse sido resgatado do cativeiro físico, espiritualmente estavam cada dia mais escravizados, vítimas de seus próprios pecados, desobediência e idolatria. Já não estavam sob o jugo de Faraó, mas viveram oscilantes, de geração em geração, entre servir a Deus e desprezá-lo. Essa inconstância ocasionou um irreversível quadro de escravidão espiritual. A páscoa perdera o significado. Já não havia mais sentido em sua celebração, embora continuassem a fazê-la. Meros rituais. Deus não se comprazia mais naquelas festas. Elas já não implicavam mais numa nova vida!

 

Do alto de sua majestade, infinita graça e misericórdia, o Criador, provedor e sustentador da vida executou o seu plano para a definitiva libertação espiritual de seu povo. Os cordeiros dos rebanhos de Israel já não mais perderiam suas inocentes vidas, afinal, o sangue deles já não passava de objeto de culto. Não havia mais operância e eficiência naqueles transitórios e repetitivos sacrifícios. Um sacrifício superior, perfeito e de caráter definitivo haveria de sucedê-los, e o holocausto perfeito havia sido designado por Deus.

 

João Batista tratou de ser o porta-voz. Ao ver a encarnação do tão esperado sacrifício na pessoa de Jesus, logo exclamou:  “Eis aí o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Em Jesus estava o futuro da humanidade. Sua missão era reconciliar o homem com Deus, não somente do rebelde povo judeu, mas também de toda a humanidade, igualmente obstinada. Em seu sacrifício estava a única possibilidade de libertação espiritual de caráter definitivo para todos os homens. O sindicato dos cordeirinhos de Israel estavam agradecidos. Um último e superior Cordeiro haveria de morrer por todos, e a eficácia de seu sangue seria eterna, sem jamais haver necessidades de quaisquer outros sacrifícios!

 

A páscoa dos judeus se deu ao tempo em que morriam os primogênitos do Egito. A páscoa da humanidade, em seu verdadeiro sentido, se deu ao tempo em que morria o Unigênito de Deus. Um novo horizonte se desenhou adiante dos hebreus. Já não eram mais escravos de Faraó. Haviam sido convidados por Deus para uma vida de liberdade. Jesus desenhou um novo horizonte para a humanidade, e nos convidou a uma dimensão de vida, e por meio de seu sacrifício nos reintegrou à família de Deus. A páscoa se celebra em família, e agora que somos da família de Deus, podemos celebrar com propriedade a nossa libertação!

 

No calendário cristão, a páscoa representa a ressureição de Cristo, três dias depois de sua morte. Naquela fria manhã de domingo, quando a tristeza e angústia acampavam em cada esquina de Jerusalém, Jesus ressuscitou para consumar a libertação de todos nós. Sem sua morte, jamais poderíamos morrer para o pecado; sem sua ressureição, jamais viveríamos para Deus.

 

Não pretendo dar destaque nesse post aos símbolos mais recentemente introduzidos na celebração da páscoa, o coelho e os ovos de chocolate. Penso que a insignificância deles face ao verdadeiro sentido da festa faz com que não mereçam maiores comentários. Apenas quero sugerir aos leitores uma reflexão sobre nossa perspectiva desse tão sublime acontecimento. Cabe aqui uma pergunta: não estariam estes símbolos desvirtuando-nos do real significado da páscoa?

 

Deus nos ofereceu algo infinitamente superior a um ovo de chocolate. Ele nos deu vida! Uma nova dimensão de vida, livre do domínio do pecado. Já não somos mais escravos, Cristo nos incluiu na família de Deus! “Libertas verus voluntas Pascha” (latim): Liberdade: o verdadeiro sentido da Páscoa!

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